Miriam Branco, Diretora Executiva de Recursos Humanos no Einstein Hospital Israelita, compartilhou conosco num evento online, promovido pela Leag Group, um pouco de como mantêm a cultura de excelência e inovação características daquela organização do Terceiro Setor.
Os seguintes pontos se destacam para mim:
- Sonhos são levados a sério. "O Hospital nasceu de um sonho", disse ela. Esse é um ponto forte da cultura: não se colocar limites. As pessoas são estimuladas a sonhar e falar dos seus sonhos umas para as outras. "O momento contemporâneo é difícil: vemos as pessoas sem sonhos!".
- Para atrair os melhores é preciso valorizar o conhecimento. Miriam destaca que o grupo "tem humildade para abrir as portas para o que não sabe". O conhecimento é essencial para exercerem sua responsabilidade de transformar o mundo.
- As pessoas são protagonistas. "Elas não esperam que digam o que elas têm que fazer". A missão de curar e medicar exige que as pessoas se sintam empoderadas e façam o seu trabalho por engajamento, não por obediência.
- A busca pela inovação pode paralisar. "A excelência tem que transformar, não paralisar - se ficar só em pesquisas, pode paralisar", eu entendi.
- O ambiente de trabalho tem que ser estimulante e motivador. Ela cita a pandemia como um momento que redefiniu tendências, gerou afastamento das pessoas e se caracterizou como um "momento da verdade" para o Hospital. "A experiência do funcionário é o caminho a seguir, não somente nos bons tempos" ... "O clima (organizacional) impacta a saúde das pessoas", disse ela, sugerindo que dão muita atenção a como cada pessoa vivencia o seu trabalho na organização.
- É preciso ser adaptável. O mundo de hoje é complexo, acelerado e dinâmico, trazendo oportunidades e ameaças o tempo todo. Para fazer a diferença nesse mundo é preciso de perguntar constantemente: "Isso está na nossa essência?" e "Para que mesmo que a gente existe?". Miriam diz que lá procuram tomar as decisões com base na essência da organização.
- Dinheiro é importante. "Quando temos sonhos, é mais fácil atrair recursos", diz ela, revelando que as empresas os procuram para fazer inovação. Ao mesmo tempo, pondera: "Se não faço as coisas esperando resultados financeiros, preciso entender bem o porquê fazer".
- A colaboração é uma força primordial. Um hospital como um Einstein é composto por profissionais de altíssimo nível, estrelas por assim dizer, mas a sua força vem do trabalho em conjunto, articulado. "Temos muitas estrelas, mas a que vai brilhar vai ser a estrela da instituição: nossa força estará na colaboração", dizem.
- Recrutar com rigor contribui para a estabilidade. Para minha surpresa, Miriam disse que não olham tanto para os currículos maravilhosos que recebem na hora de fazer os processos seletivos. Olham, sim, para quanto as pessoas querem fazer parte da instituição e se "têm as capacidades humanas que precisamos ter" no grupo.
- A comunidade é seu principal ativo. Ouvindo todas as suas histórias, concluí que a cultura do Einstein não é apenas uma cultura organizacional, é uma cultura comunitária. A instituição é mantida por toda uma comunidade viva, com valores vivos e forte coesão construída e nutrida ao longo da sua história. "Sempre fomos perseguidos por sermos diferentes", lembra Miriam. "A ideia é que a obra continue sendo aprimorada pelas pessoas que virão".
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